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Um pouco mais sobre inseticidas

março 27, 2014 Publicado por excontrol - Nenhum Comentário

Não há parte da Terra onde não existam pelo menos algumas moléculas dessas substâncias tóxicas em plantas, animais, solo, água e ar. Embora a quantidade de resíduos desses produtos seja pequena se comparado com a de outros contaminantes, como resíduos industriais, domésticos e dos escapamentos dos automóveis, ele constitui um total bastante significativo.

Quando um inseticida é aplicado em plantas, animais, solos, água ou ar, muitos fatores agem promovendo mudanças que dependerão da natureza do produto e das condições ambientais. Fatores ambientais, metabólicos e físicos, atuam sobre essa mudança. Tais fatores podem ser: o tipo de animal, planta, etc.; os fenômenos migratórios dos mesmos (penetração e transporte sistêmico); o clima e o tempo de decomposição do produto.

Os solos são contaminados por aplicações aéreas ou diretamente de inseticidas. A persistência dessas substâncias depende das propriedades físico-químicas dos tóxicos, do tipo de solo, da umidade, temperatura, microorganismos, cobertura vegetal, intensidade de cultivo e modo de formulação dos compostos. Os resíduos mais comuns no solo são, sobretudo, os organoclorados e DDT. O BHC decompõe-se originando compostos que não tem efeito inseticida; o DDT formando produtos tóxicos (DDD e DDE) e outros não-tóxicos; o aldrin e o heptacloro se decompõem nos seus epóxidos (composto orgânico derivado de éter) tóxicos, dieldrin e epóxido de heptacloro. Os organofosforados decompõem-se rapidamente.

Esses produtos agem não somente nas populações das pragas como também, e principalmente, nas populações de outras espécies que coabitam o sistema. A razão disso é a estrutura das comunidades nos diferentes níveis tróficos das cadeias alimentares. Mas não apenas esses importantíssimos agentes biológicos de regulação populacional são atingidos como várias espécies que vivem nos solos e plantas dos ecossistemas e aquelas que os visitam periodicamente também o são.

Nem mesmo o homem escapa a ação dos inseticidas. A contaminação química dos alimentos e outros produtos de uso agrícola vêm assumindo importância crescente. Os compostos inorgânicos, muito usados no passado, contribuíram e continuam a atribuir, embora em menor escala, para a contaminação de alimentos como metais de chumbo, arsênico, mercúrio, cádmio e bário. O consumo de carne de animais alimentados com cereais contaminados também é outra fonte de intoxicação para o homem.

 

Fonte: Dedetização Consulte